Finanças Sustentáveis

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Banco que nega financiamento?

30/04/2008

Afinal, qual o papel de um banco? A resposta poderia parecer óbvia, não fossem as ações do movimento batizado de “finanças sustentáveis”, que ganha força no setor financeiro e vem se disseminando em todo mundo. Convictos de que as instituições financeiras não só podem como devem desempenhar um papel positivo para o avanço da sustentabilidade socioambiental corporativa – na condição de indutoras de boas práticas em uma série de cadeias produtivas –, os consultores Victorio Mattarozzi e Cássio Trunkl apresentam no livro Sustentabilidade dos negócios no setor financeiro um caso prático, um exemplo vigoroso de conduta sustentável no setor financeiro protagonizado pelo banco holandês Triodos. O banco não financia, por exemplo, os setores de geração e distribuição de energia nuclear, peles de animais, jogos de azar, produtos químicos perigosos, pornografia, tabaco e armamentos.

Desde sua fundação, em 1980, a instituição persegue objetivos éticos, sociais e financeiros para, como enfatiza em sua missão, “permitir que indivíduos, instituições e empresas usem o dinheiro conscientemente, de modo a beneficiar as pessoas, o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável”. A prova dos nove se dá com a comparação detalhada que os autores fazem entre as práticas do Triodos e os seis compromissos da Declaração de Collevecchio, conjunto de princípios-chave, endossado por mais de 200 organizações da sociedade civil mundial, que recebeu o nome do vilarejo italiano onde foi concebida em 2003. O documento aponta as responsabilidades e a importância que o setor financeiro tem na promoção da sustentabilidade, destacando valores como transparência e governança.

Revista Brasil Sustentável

Publicado na página 18 da edição de março/abril de 2008.

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