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BNDES relança hoje o seu Protocolo Verde

01/08/2008
Denise Juliani

Programa, anunciado em 1995, foi a primeira iniciativa brasileira na área socioambiental.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, assina hoje no Rio de Janeiro o novo Protocolo Verde, uma atualização do compromisso lançado em 1995 pela instituição e que foi a primeira iniciativa do setor financeiro no Brasil voltada para as questões socioambientais. O objetivo do Protocolo é definir políticas e práticas de responsabilidade socioambiental a serem aplicadas pelos bancos participantes em suas operações de financiamento. Os signatários do Protocolo se comprometem a financiar o desenvolvimento com sustentabilidade, por meio de linhas de crédito e programas que promovam qualidade de vida da população e proteção ambiental, informou o BNDES em comunicado distribuído ontem.

Para os sócios da consultoria Finanças Sustentáveis, Cássio Trunkl e Victório Mattarozzi, o novo documento é mais objetivo em relação ao anterior, editado há mais de dez anos quando os conceitos de sustentabilidade não eram tão disseminados como hoje. "O Protocolo Verde de 1995 era mais genérico e baseado em recomendações, agora já se fala em diretrizes, o que dá um caráter mais firme ao compromisso", avalia Cássio Trunkl.

Outro ponto positivo destacado pelos especialistas é o fato de que o Protocolo Verde propõe uma unificação de critérios a serem adotados pelos bancos participantes, o que facilitará a sua implementação. "O Protocolo Verde anterior foi uma iniciativa importante, mas teve pouca aplicação", afirma Mattarozzi.

Os bancos participantes da versão anterior do documento são, além do BNDES, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Entre as principais diretrizes do programa a ser detalhado hoje destaca-se a aplicação de condições especiais de financiamento - como taxas, prazos e carências diferenciadas - para projetos que contemplem investimentos socioambientais. Além disso, os bancos signatários do Protocolo se comprometem a orientar o tomador de crédito a adotar práticas de produção e consumo sustentáveis. Os bancos também deverão considerar os impactos e custos socioambientais na gestão de ativos (próprios e de terceiros) e nas análises de risco de clientes e de projetos de investimento, e incorporar critérios socioambientais ao processo de análise e concessão de crédito para projetos de investimentos.

Jornal Gazeta Mercantil

Publicado na página 4 do Caderno Finanças & Mercados

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