Finanças Sustentáveis

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Os bancos na berlinda

31/03/2009

A crise é a chance de reforçar as estratégias de sustentabilidade. Na opinião de Victorio Mattarozzi e Cássio Trunkl, autores do livro Sustentabilidade no setor financeiro, está na hora de os bancos reforçarem as suas práticas.

Como o setor financeiro poderá sair da crise na qual mergulhou em 2008?
VM O que se viu na atual crise foi uma falta de estratégia de longo prazo dos bancos. Agora é hora de reforçar as estratégias de sustentabilidade, nas quais os elos econômicos, sociais e ambientais devem ser igualmente considerados para garantir a perenidade dos negócios. Veja o exemplo da questão climática: os bancos já deveriam internalizá-la em suas operações, levando em consideração o impacto das mudanças do clima no ambiente de negócios.

Como recuperar a confiança no sistema?
CT Uma das formas é justamente reforçar a sustentabilidade, tanto do ponto de vista da gestão de riscos, como da criação de novos negócios voltados para projetos de tecnologias mais limpas, de energias renováveis, etc. A transparência é um ponto importante na implementação dessas políticas, sempre consultando os stakeholders. É interessante quando o presidente do Citigroup (Vikram Pandit) fala em reduzir seu salário a US$ 1 dólar, por exemplo. Concordamos que há necessidade de limitar os ganhos dos altos executivos, mas essa não é uma medida de fato impactante. Impactante é o banco anunciar medidas estruturais de longo prazo que resgatem a confiança na perenidade junto aos seus stakeholders.

A falta de regulamentação gerou a atual crise, mas o excesso de regulamentação paralisa a inovação – onde fica o equilíbrio?
VM O equilíbrio está no desenvolvimento de um trabalho conjunto entre os bancos e o órgão regulador, de modo a viabilizar instrumentos financeiros, como linhas de financiamento e fundos de investimentos inovadores para projetos voltados a uma economia que caminha para a baixa emissão de carbono, por exemplo.

Revista Brasil Sustentável

Publicado na página 13 da edição de fevereiro/março de 2009.

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